Por Juliana Vicentini
Pesquisador explica por que está cada vez mais difícil identificar conteúdos criados por IA e compartilha estratégia para não acreditarmos em desinformação
Anderson Rocha, coordenador do Recod.ai e professor da Unicamp, esteve no Palácio do Planalto em Brasília e foi entrevistado pela Globo News para a reportagem que aborda os desafios do uso da Inteligência Artificial nas eleições.
A IA facilita a vida de candidatos e eleitores, mas também pode ser empregada para usos maliciosos. “Ela empodera os usuários a ter maior criatividade e acessar conhecimentos que antes não eram possíveis. Ela também permite que certas pessoas, com certos objetivos, criem falsificações”, explicou.
Há dois anos, ainda era possível ver alguns sinais que ajudavam a reconhecer vídeos e imagens falsas, como deformidades faciais e corporais, mas essas falhas foram corrigidas e as criações estão cada vez mais realistas, o que dificulta a diferenciação entre o que é real e falso.
O pesquisador reforça que “por mais inteligente que seja uma IA, ela não substitui a crítica, a inteligência natural. Então, para o eleitor, sempre desconfie. Eu falo como um cidadão de São Thomé das Letras, a gente precisa ver para crer, mas no caso das eleições, ver não é suficiente. Você tem que realmente duvidar”.
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Material produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil (Processo nº 2025/26523-7), vinculado ao Projeto Horus do Recod.ai (Processo nº 23/12865-8).