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IA na criação de avatar 3D na Copa do Mundo é pauta na Superinteressante

Por Juliana Vicentini

Pesquisador do Recod.ai explica como dados são coletados antes da partida e de que maneira as representações tridimensionais são criadas no jogo

Em uma partida, nem sempre um lance fica claro aos olhos da arbitragem — difícil saber se o pé do jogador realmente estava na linha do impedimento ou se aquele cartão vermelho foi merecido. Para auxiliar nessa decisão, a Fifa criou avatares 3D dos 1.248 jogadores da Copa do Mundo que representam o corpo do atleta, disponível aos olhos do juiz, seus assistentes e aos milhares de torcedores.

O processo começa antes do apito inicial. O jogador entra em uma cabine equipada com dezenas de câmeras que capturam suas medidas e características físicas.

Captura de dados para a criação de avatar 3D dos jogadores. Imagem: Juliana Vicentini

Gabriel Bertocco, professor do Instituto de Computação da Unicamp e membro do Recod.ai, contou à Superinteressante como isso funciona. Segundo ele, há dois caminhos possíveis para a criação do avatar 3D. Princípios de geometria computacional identificam pontos de referência do corpo, como olhos, nariz, boca e cabeça, e reproduzem digitalmente as proporções entre eles. Modelos de IA aprendem relações espaciais e geométricas a partir de dados visuais, gerando representações mais automatizadas.

Durante o jogo, o sistema de IA detecta o atleta no campo por meio de várias câmeras presentes no estádio. Ele faz um match entre as imagens captadas e reconhece que é o mesmo atleta que aparece em todas elas. A IA cria o avatar que reproduz movimentos em tempo real e identifica o jogador com base nos dados cadastrados antes do jogo, gerando um modelo 3D realista.

Essa tecnologia traz diversos benefícios durante as partidas. Ela ajuda a identificar posições dos jogadores, mostra os lances por diversos ângulos, apoia decisões da arbitragem e gera nova experiência para o público.

Quer saber mais? Acesse a reportagem no site da Superinteressante.

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Material produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil (Processo nº 2025/26523-7), vinculado ao Projeto Horus do Recod.ai (Processo nº 23/12865-8).