Por Juliana Vicentini
Coordenador do Recod.ai explica como essa área da ciência funciona e como a IA mudou o cenário de falsificação e detecção de crimes digitais
A popularização e o aprimoramento de técnicas de IA têm facilitado a geração de conteúdos sintéticos. Por isso, pessoas que não são especialistas em edição, conseguem produzir imagens, vídeos, textos e sons de maneira veloz e realista. A Forense Digital utiliza esses conteúdos como evidências e busca traços, como inconsistências, para identificar crimes no ambiente digital.
Essa área busca responder três perguntas fundamentais para desvendar um crime online: O que aconteceu? Como ocorreu? Quem foi o responsável?, disse Anderson Rocha, Professor Titular no Instituto de Computação da Unicamp e coordenador do laboratório de Inteligência Artificial (IA), Recod.ai, em entrevista à revista Comciência.

Para responder a essas questões, Rocha contou que os pesquisadores recorrem à própria IA para encontrar vestígios de manipulação. Uma maneira de fazer isso, é pela IA discriminativa que busca inconsistências, a exemplo de ruídos, iluminação e distorções não visíveis aos detectores tradicionais. Outra forma, é através da IA generativa que, além de identificar as falsificações, explica textualmente como foram produzidas.
Apesar desses avanços, o combate aos conteúdos sintéticos para fortalecer a confiança pública nas mídias digitais não depende apenas de tecnologia. Para o professor, é preciso conciliar educação digital, certificação da origem de conteúdos e pensamento crítico para aquilo que circula na internet.
Clique aqui e veja a reportagem na Comciência.
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Material produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil (Processo nº 2025/26523-7), vinculado ao Projeto Horus do Recod.ai (Processo nº 23/12865-8).