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No “O Globo”, Recod.ai aborda impulsionamento de vídeos falsos durante eventos de grande repercussão

Por Juliana Vicentini

Pesquisador do laboratório comenta sobre a criação de material audiovisual gerado por IA durante as enchentes em Minas Gerais e a guerra no Oriente Médio

Uma das linhas de pesquisa do Projeto Horus, desenvolvido no Recod.ai da Unicamp, foi pauta do jornal “O Globo”. Na oportunidade, Gabriel Bertocco, cientista do laboratório, foi entrevistado pelo veículo e abordou a dificuldade de detecção de vídeos produzidos por IA em períodos de notoriedade nacional e mundial.

Gabriel Bertocco, homem branco, cabelos castanhos escuros curtos, de óculos, camiseta azul e calça marrom, apontando para uma imagem de enchente em um televisor.
Gabriel Bertocco: novos modelos de IA dificultam cada vez mais a detecção de imagens e vídeos falsos (Foto: Rogério Bordini)

A circulação de vídeos falsos não é um fenômeno recente. No entanto, ela ganha maior impulsionamento na ocasião de eventos climáticos, a exemplo das enchentes em Minas Gerais, ou conflitos armados, como a guerra no Oriente Médio. Isso porque esses acontecimentos despertam o interesse das pessoas pela busca por informações.

As tecnologias de IA para a produção de peças audiovisuais estão em “constante evolução, o que também aumenta a circulação desses conteúdos durante eventos extremos. Ferramentas da Meta e Google, por exemplo, geram vídeos ultrarrealistas e removem marcas d´água indicativas de produção sintética. Isso dificulta a identificação dessa manipulação por olhos não atentos.

Para não ser enganado por vídeos cada vez mais realistas, é necessário ter uma apuração técnica que seja aprimorada conforme os modelos evoluem, o que dificulta o processo. Além disso, “é preciso buscar veículos responsáveis de jornalismo e fazer a sincronização de informações com múltiplas fontes. Essa é a dica que sempre dou”, aconselha Bertocco.

Para conhecer mais a pesquisa do Recod.ai na identificação de imagens e vídeos falsos, acesse: