Por Juliana Vicentini
O cluster Abaporu é considerado uma das infraestruturas de computação mais potentes em operação nas universidades brasileiras e fortalece a integração entre ciência, tecnologia e inovação
Instalado no Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o Abaporu é composto por 28 placas gráficas de NVIDIA H200 e L40s, tecnologia voltada ao processamento intensivo de dados e ao treinamento de modelos avançados de Inteligência Artificial (IA).
A escolha do nome do cluster reflete as suas características técnicas, como rapidez e robustez. Abaporu significa “devorador de dados” e faz referência à obra icônica de Tarsila do Amaral, em que o termo original remete a “devorador de homens”.
O Abaporu será utilizado prioritariamente em projetos que articulam IA e engenharia de petróleo, como o Orogene, do Recod.ai. A ênfase é auxiliar a tomada de decisões operacionais em campos do pré-sal brasileiro – região estratégica de exploração de petróleo e gás natural localizada na costa litorânea brasileiras entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina.
A cerimônia de implementação do cluster aconteceu em dezembro de 2025 no campus de Campinas, reunindo membros da universidade e representantes do setor privado. Entre os presentes estavam Anderson Rocha – professor do IC e co‑fundador do Recod.ai – e representantes de empresas parceiras, como Scherm, Supermicro, Nvidia e Positivo. A Shell Brasil, que também celebrou a inauguração do cluster, viabiliza recursos por meio do Centro de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO) para o funcionamento do Abaporu.

A cerimônia também contou com a entrega de placa simbólica para implementação do cluster.
Créditos: Recod.ai