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Recod.ai fala ao Estadão sobre perfis de IA que vendem curas falsas

Por Juliana Vicentini

Pesquisadora participa de reportagem que explica o uso de personagens criadas por IA para promover tratamentos de saúde sem comprovação científica

Nas redes sociais, perfis criados com imagens que possuem suposta credibilidade, experiência e acolhimento compartilham receitas que prometem tratar doenças. Eles asseguram a resolução dos mais variados problemas após a compra de livros e produtos. Mesmo com milhões de seguidores, alguns deles sequer existem no mundo real.

Esse fenômeno foi analisado pelo jornal Estadão com participação de Ana Carolina Monari, pós-doutoranda no Recod.ai, laboratório de IA da Unicamp. As vítimas desses golpes “costumam ser as pessoas mais vulneráveis: aquelas que não têm familiaridade com a tecnologia, pessoas idosas, quem está enfrentando algum problema de saúde ou quem espera há meses por uma consulta”, alertou.

Fraudadores criam imagens ultrarrealistas com IA que representam avós, indígenas e monges para comercializar produtos sem eficácia comprovada. A pesquisadora ainda explicou que o problema vai além da produção sintética dos conteúdos e usa a desinformação para agregar elementos de história, experiência e proximidade, que juntos, constroem uma autoridade que também é artificial.

Nessa lógica, a IA pode transformar confiança em oportunidade de negócio em um ambiente de baixo monitoramento da desinformação nas redes sociais. Essa prática ainda traz riscos graves, pois as pessoas podem deixar de procurar orientação adequada, gastar dinheiro com produtos ineficazes, abandonar tratamentos comprovados e desacreditar na ciência.

Confira a reportagem completa:

Avós, indígenas e monges: como perfis de IA são usados para vender ‘curas’ sem comprovação nas redes.

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Material produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil (Processo nº 2025/26523-7), vinculado ao Projeto Horus do Recod.ai (Processo nº 23/12865-8).