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Estudo sobre dados antivacina no Telegram é pauta na EPTV-Globo

Por Juliana Vicentini

Pesquisadores analisaram mensagens trocadas no aplicativo para seguir o rastro da desinformação sobre imunização

A queda na taxa de vacinação no Brasil, sobretudo na pandemia, tem sido associada à circulação de fake news. Elas chegam até as pessoas em segundos e tomam conta das notificações dos aplicativos de mensagem, como o Telegram. Por serem persuasivas, dificultam a distinção entre informação confiável ou falsa, impactando a percepção pública sobre a segurança das vacinas.

A pesquisa desenvolvida no Recod.ai a respeito de padrões de disseminação de desinformação antivacina em comunidades do Telegram foi pauta de reportagem de uma afiliada da TV Globo. O Jornal da EPTV entrevistou os autores do estudo de nosso laboratório que analisaram mensagens compartilhadas em 119 grupos no aplicativo entre 2020 e 2025.

Christiane Versutti, Anderson Rocha e Ana Carolina Monari sob as lentes da EPTV (Imagem: Rogério Bordini)

A reportagem ouviu a equipe multidisciplinar, incluindo o coordenador Anderson Rocha e os pesquisadores(as) Leopoldo Lusquino Filho, Michelle Diniz Lopes, Ana Carolina Monari e Christiane Versutti. Juntos, analisaram 4 milhões de publicações no aplicativo para identificar as narrativas antivacina presentes em 10% desses dados.

Dentre as estratégias mais recorrentes de desinformação nessa área da saúde, o grupo destacou: uso de apelos emocionais, argumentos religiosos, supostos artigos científicos sem validação, e até o uso de bots e símbolos para ampliar o alcance das mensagens e dificultar sua moderação.

Ao integrar a IA em pesquisas com impacto social, o Recod.ai reafirma seu compromisso com o enfrentamento da desinformação e a promoção de um ambiente informacional mais confiável. A presença do estudo na mídia reforça a importância de levar ciência para o público, ampliando seu alcance e impacto.

Confira aqui a reportagem completa e veja os detalhes da pesquisa no nosso site

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Material produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil (Processo nº 2025/26523-7).